Brasília: Diretoria de Educação Ambiental, MMA, 2005, p.35-46 (ISBN: 85-7300-200-x).
A EDUCAÇÃO AMBIENTAL TECIDA PELAS TEORIAS BIORREGIONAIS A EDUCAÇÃO AMBIENTAL TECIDA PELAS TEORIAS BIORREGIONAIS A EDUCAÇÃO AMBIENTAL TECIDA PELAS TEORIAS BIORREGIONAIS A EDUCAÇÃO AMBIENTAL TECIDA PELAS TEORIAS BIORREGIONAIS
Michèle Sato
Imaginemos uma localidade rural, distante dos ruídos das fábricas, fumaças de poluição, outdoor do Mac Donald, ou atropelamentos marcados pela inabilidade humana em se promover atenção à solidariedade no trânsito. Há um recanto dos pássaros, de tuiuiús com ninho na copa de uma árvore, sofrendo pela envergadura de suas grandes asas e que, inevitavelmente, esbarram nos primeiros fios elétricos que trazem a modernidade em uma região distante dos modos de vida da sociedade branca, capitalista e ocidentalizada em sua urbanidade. Esta região não está esquecida, seus habitantes fazem parte dos números que o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) contabiliza para aferir o índice de Desenvolvimento Humano (IDH), através de somente três indicadores: longevidade, escolaridade e Produto Interno Bruto (PIB). Seus habitantes recusam ser excluídos da “qualidade de vida” e, teimosamente, lutam para que suas vidas sejam narradas - talvez para eles, Gabriel García Marques tenha razão: a vida não é apenas para ser vivida, mas deve ser lembrada e eloquentemente narrada para que não se perca o fio da história.
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